

"O grande Gatsby", do americano F.Scott Fitzgerald foi publicado pela primeira vez em 1925. "Contraponto", do inglês Aldous Huxley, em 1928.
Nos dois livros, embora escritos de formas muito distintas- Fitzgerald é muito mais um cronista de seu tempo, Huxley é um romancista de ideias- há uma preocupação moral, a observação crítica de uma sociedade onde o materialismo dominava as relações pessoais, onde os ricos esbanjavam sem pudor, e onde o progresso criava novos parâmetros, a cada dia, empurrando Deus e a Ciência para pontos antagônicos da arena da vida. Um território onde as mulheres conquistavam uma (ainda que frágil) liberdade, e onde fixavam-se noções como racismo, capitalismo e comunismo, na tentativa de se entender o eterno fosso entre os bem nascidos e os despossuídos de berço.
Daisy Buchanan é uma mulher tímida que torna-se rica pelo casamento. Ao longo do romance de Fitzgerald ela se constrói como a musa do self made man Jay Gatsby, capaz de promover festas inacreditáveis em Long Island para provar a ela que é , enfim, o homem de sua vida, a quem ela preteriu, no passado, por não poder lhe oferecer a prosperidade.
Lucy Tantamount, ao contrário, é nobre inglesa, herdeira de imensa fortuna, que gasta sem pestanejar, e dada a trocar de amantes como quem troca de vestido. Seu lema perante a existência é o prazer sem culpa. A vida moderna lhe cai bem, tanto as facilidades- como o avião- como o ritmo intenso.
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